terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Finalmente férias!!

Amanha graças aos Céus entro de férias.Não via a hora de relaxar e fazer coisas diferentes da rotina.
Amo essa época do ano.Tenho deliciosas recordações desse período de festas exceto uma do ano em que perdi meu bebezinho que teria lindos 10 anos agora,mas...
O restante é só alegria!!



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Finalmente depois de tantos protestos do Tuty,montamos hoje nossa árvore de Natal.È pequena de 1.50 de altura,mas é um tamanho ideal para uma sala de apartamento.
E lá fomos nós retirar árvore da caixa.Espirro.Separar enfeites.Espirros,trocar lampadinhas do pisca.Preguiça. (detesto fazer essa troca de lâmpadas,mas ainda bem que aqui em casa tenho uma penca de seres masculinos,portanto,jamais preciso fazer esse tipo de trabalho,kkkk).
Enquanto iamos separando todo o material,Tuty me perguntou se faziamos àrvores de Natal no meu "tempo" de criança.Como se meu tempo fosse há 100 anos.
Comecei a narrar sobre árvores de natal do meu tempo de criança.
Meus pais mudaram-se para Brasilia em Julho de 1964,portanto,Brasilia era recém inaugurada.
Meu pai é mestre de obras e trabalhou na construção de Brasilia e depois da inauguração da cidade voltou para Minas reatou um namoro antigo com minha mãe que resultou no casório em 62 .Já falei sobre isso.
È claro que Brasilia não era para meu pai,simples trabalhador da cosntrução civil.Brasilia ficou somente para servidores públicos e pessoas de classe social abastada que vieram a Brasilia com incentivo e alguns com mordomias para montar seus negócios.Tudo era caro e raro.O que era de qualidade, só servia há poucos.
Era costumo da minha familia em Minas,fazer presépio,minha mãe comentava da lapinhas feitas com todo cenário do nascimento de Cristo e eu ficava encantada quando ela me dizia que colocavam sementinhas de arroz para germinar e formar a vegetação dos presépio.Mas isso era costumo de minha avozinha Ana que era católica fervorosa e costumava reverenciar a santos e imagens.Toda noite a familia e vizinhos se reuniam em volta da imagem da virgem com Jesus e lá faziam suas orações.
Meus pais não são católicos, aboliram o item lapinha,pois a principal função era a adoração,então, chegando a Brasilia e construido sua própria familia, fomos adaptando nossas próprias tradições natalinas, de acordo com o passar dos anos,nossa identidade religiosa, e as condições financeiras que tinhamos.Cultura é uma coisa maravilhosà,mutande ,dinâmica .
As árvores de Natal que na minha época de criança eram consideradas as mais belas eram extremamente caras.Quem é da minha idade vai se lembrar daquelas grandes árvores laminadas que vinham de varias cores desde o prata,dourado,cobre além de todas as cores do espectro solar é claro.
Essas árvores eram onerosas para o parco salário que meu pai recebia e a familia já estava grande, os filhos nasciam com a distancia de no máximo 2 anos e meio de diferença um do outro,em poucos naos eramos 5 irmãos.Bem ao gosto dos mineiros.Familia grande e todos os filhos com os nomes da mesma letra,no nosso caso a eleita foi a letra "E".

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Voltando as árvores de natal, nessa fase inicial onde os filhos foram nascendo um atras do outro, não podiamos comprar uma árvore de loja,portanto,faziamos a nossa.Brasilia tem lindas árvores retorcidas e depois das queimadas naturais que acontecem por aquitempo antes da primavera, ficavam belos galhos secos jogados pelo chão a nossa disposição pelo cerrado.Onde morávamos era um local onde tinhamos acesso a uma porção imensa de cerrado virgem,lindo.Ir até la´era um dos meus passeios preferidos.Iamos com frequencia a esses passeios,por falta de opção de outros divertimentos e pro que havia uma tia avó de minha mae que tinha um sítio onde hoje aqui chamamos de Areial.Lugar lindo perdido em meio ao cerrado onde haviam muitas e muitas nascentes de gua limpínha e fresca.Qualquer dia desses falao mais sobre esse local e o que isso tudo virou.POis bem, a familia ia munidade de facão e uma lona para excolher o galho que seria a nossa árvore. O facão era para retirar lá mesmo os galhos que não seriam aproveitados e parte do carvão, a lona era para nos proteger no carvão que esses galhos tinham pois eram resto de incendio.As árvores do cerrado tem uma espécie de cortiça que as protegem desse incendios e por baixo fica uma madeira bem lisinha e intacta.
Meu pai retirava toda a casca do galho seco que escolhiamos, levavamos para casa e lá cobriamos de algodão (aquele ideal de natal com neve, que costumamos ver em filmes infantis e nos cartões e papel de presente ,coisa de criança de pais colonizado mesmo).

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Após cobrirmos de algodão e colocar o galho numa lata de areia previamente coberta de papel laminado, ai começava a parte que mais gostava,as dos enfeites. Achava tão lindas as bolas de natal translucidas de vidro.Eram perigosas,principalmente para quem tem crianças pequenas e traquinas.Meu irmão Eduardo quando tinha uns 2 anos, viu uma linda e vermelhinha e a colocu na boca.Imagina, uma bolinha de vidro triturada numa boquinha de 2 anos!!Mas como dizem que anjo da guarda de bêbado e criança nem pisca,para o alivio de todos ele saiu dessa sem nenhum corte.Milagre de Natal??quem sabe...
Depois do trabalho terminado,desligavamos a luz da casa, deitavamos no chão e ficavamos olhando as luzes piscando com os olhos semi cerrados,era lindo ! Pra completar o pacote de tradição do dia de montar a árvore,nossa mãe contava mais uma vez a historia do nascimento de Cristo,ao som do único disco de músicas natalinas que possuiamos.Era de um harpista chamado Poli. Na época achavamos lindissimo, hoje em dia nem acho tanto,mas gosto de ouvir pela saudade que tras.
Quando a luz do pisca-pisca atravessava aquelas bolas de vidro, a voz da minha mãe contando história,a música e nosso trabalho em equipe tão bonito, ali o mundo parecia mágico,calmo,justo.
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Tuty ouviu toda a minha narrativa tão caladinho que até me surpreendeu.Coisa rara.Ai como é típico dele em toda conversa, ele arrematou dizendo : Mamãe,seu natal era muito lindo.Tinha muitos irmãos para arrumar a árvore.Isso já era um bom presente ne!!
A diferença de idade do Arthur para o Henrique e o Victor(enteado) é de 8 anos, portanto temos em casa 3 filhos únicos , dois adolescentes e uma criança,relativamente solitários, com interesses diferentes.Tuty as vezes se sente solitário de irmão...
Realmente, o que tinha e tenho de mais rico, gostoso em meu natal é a presença de meus irmãos e pais,filhos,marido,sobrinhos e alguns irmaos adotivos que na vida a familia foi adotando...Natal é familia.

2 comentários:

Anônimo disse...

Que belíssima estória de natal, ainda mais para uma época em que não havia tanta tecnologia, restava a criatividade, talvez daí o seu lado artístico, não?!? Lendo sobre seu pai, onde vi uma entrevista com o Oscar Niemeyer em que ele diz que a sua grande frustração foi o fato de todas aquelas pessoas que trabalharam na construção de Brasília não poderem usufruir do esforço deles... A árvore de cerrado que você cita, aqui também é conhecida como lixeira! bonnes vacances, buone vacanze, buenas vacaciones, a good holliday, enfim, muito boas férias!!! Ítalo

Ru Correa disse...

Eu quero féeeriaaaaaaaaasss!

Nanaaaaa, saudade de você! Tão grande! Tão grande!
Beijos!!!