sábado, 18 de dezembro de 2010

Désolé

Na quarta feira vendi um terreno.
Ele possuía um pequeno pomar no canto direito.
Nesse terreno havia : Pé de manga espada,abacate manteiga,jaca,amora,figo,pêra,goiaba branca e vermelha,limoeiro,umbaúba,acerola,um pé de urucum,uma arvore do cerrado gigante que eu não sei o nome (mas que iria ganhar uma casa de arvore nele) ,um pé de sucupira que ficava lindo quando florido .
Quando fechamos o negocio e combinamos o dia para passar a chave, conversei com a nova proprietária sobre o amor que tínhamos pelas arvores,(algumas com mais de 3 décadas) e que DARIA a ela todo o projeto já aprovado e registrado no Crea (que eu havia pagado caro para a arquiteta, e engenheiro fazerem ).O projeto aproveitava o terreno sem ter que matar as arvores..
A condição seria se ela não retirasse as arvores pois o abacateiro era morada de um bando de papagaios, a umbaúba atraia tucanos e isso sem falar nos outros pássaros, sem falar na sombra que as arvores davam para refrescar o sol do cerrado,etc,etc,etc.
Ela me disse:Bem se você me der esse projeto eu poupo as arvores .
Hoje à tarde quando fui ate o terreno buscar umas tralhas encontrei o terreno limpo e com sol rachando.
A Dona *& #@$%¨@$!@#!$, mandou arrancar todas, TODAS, as plantas do terreno.
Chorei com isso.
Imagina o calorão que vai fazer por La.
Imagina como os pássaros ficaram transtornados?quantos ninhos destruidos?
Quando me viu ficou sem graça e com vontade de perguntar do projeto.
Fiz que não entendi.
Só de raiva não passei o projeto pra ela.
Ela que gaste seus reaizinhos pra fazer isso.
Hunf!
Muito triste.
Nem sei o que falar...
Desolação!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vento,ventania ....

Um vento moleque despenteou meus cabelos
Soprou-me um segredo e desembaraçou-me as ideias.
Em um rodopio insinuou um azul e se foi
galopando o infinito
Feliz, o canário de origame canta um gracioso desenho na palma de minha mão.

(Eliana Lopes de Andrade)vulgo @Nanamada

domingo, 5 de dezembro de 2010

Depois do gozo
repouso
Conchinha...
Dezembro,
a chuva lambe a vidraça

sábado, 20 de novembro de 2010

Loucos e Santos

Feliz Dia da Consciência Negra para todos .
Hoje é dia da consciência negra.
Dia criado para que as pessoas de modo geral pudessem ter um momento de reflexão sobre a necessidade da inclusão de forma igualitária para os afro-descendentes.
Sobre a necessidade de diminuir a divida social que temos,como nação, para com eles .
Uma pena que pessoas de origem negra em pleno século XXI ainda sofram de discriminações por causa de sua cor de pele ,se levarmos em conta que, cor de pele é parte característica ínfima dentre as características genéticas que indiquem a porcentagem da etnia de alguem
Eu , nesse dia ,faço a seguinte reflexão:sendo de origem ameríndia,moura,espanhola,portuguesa , tenho a absoluta certeza e consciência que sou multicolorida,multi-étnica e me sinto tão bem por isso.Seres humanos como eu, "vira-las" ou SRD (sem raça definitiva) podem ser o que quiserem.Hoje eu posso ser "neguinha" e pra ficar legal, adotarei o nome Zaila (que significa a feminina).
Hoje penso em todas as riquezas que a África ,mesmo sendo trazida a força pra cá, nos trouxe e deixou de herança .
Um beijo grande com sabor de dendê, cocada, vatapá, ou seja la que sabor africano voce preferir.
Beijos a todos os negros e mestiços desse pais.
Beijos aos "branquelos" que se sentem tão africanos quanto eu no dia de hoje,só pelo simples fato de ser brasileiro.
Sem a mãe Africa com certeza o Brasil seria um pais menos gostoso,colorido,musical, iluminado, alegre,afetivo e rico culturalmente.

Abaixo, vai um texto que é um pérola de declaração de amor e amizade



De Oscar Wilde:

Escolho meus amigos não pela cor de pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

sábado, 13 de novembro de 2010

Memorias...By Simon and Garfunkel

A Chuva é um dos fenomenos da natureza mais liricos que existem.Um dos meus preferidos .Metáforas de chuva sempre são inspiradoras .
Poesia para um inicio de noite de sábado,lírico,doce ,melancólico e chuvoso...




Eu ouço o chuviscar da chuva
Como uma memória ela cai
Suave e morna ,continuamente
tateando meu telhado e paredes

E da proteção da minha mente
Através da janela dos meus olhos
Eu olho além das ruas ensopadas de chuva
Para Inglaterra onde meu coração mora

Minha mente está desatenta e desarmada
Meus pensamentos estão muitas milhas além
Eles estão com você quando estás dormindo
E lhe beija quando você inicia seu dia

E uma canção que escrevia é deixada sem terminar
Eu não sei porque eu perco o meu tempo
Escrevendo canções que não acredito
Com palavras que rasgam e desgastam a rima

E portanto veja você, eu cheguei a duvidar
De tudo aquilo que certa vez agarrei como verdade
Eu permaneço sozinho sem crenças
A única verdade que conheço é você

E enquanto assisto as gotas de chuva
Tecerem seus caminhos cansativos e morrerem
Eu sei que sou como a chuva
Lá, não fosse pela sua graça, vou eu...


sexta-feira, 12 de novembro de 2010


O mar em seu fluxo e refluxo embriagou-se de luar e amanheceu de ressaca.
Aborrecido vomitava tudo que lhe enjoava as entranhas
Eterno paradoxo.
O vento traçou-lhe as rotas
Maresia
Tapete azul,verde,branco
Não muito distante dali, arremessado pelas ondas nauseantes ,jaz um corpo...
Rijo, transparente , delicado.
Vidro.
Nada mais possuia da sua antiga vida de rocha
Sua ambição era simplesmente ficar deitada contemplando o céu.
Sódio,quartzo e calor mudaram seu destino
Mão artesã tornou-a fluida,viscosa,maleável.
Com o sopro foi moldado
Atirada à agua, cristalizou
Adquiriu caráter translúcido
Experiências sensoriais jamais imaginadas por um simples composto de sílica
Deram-lhe função
A princípio portava dentro de si mel,nectar dos deuses
Depois, hospedou agua , sumo das nuvens,fonte de vida.
Seu corpo vazio traz uma mensagem
Por ironia do destino voltou ao local de origem
Areia.
Sábia,aguarda com paciência para cumprir sua ultima missão.
Enquanto isso madrepérolas generosas expoem ao sol suas intimidades nacaradas.

Eliana Maria Lopes de Andrade

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Rubis e Ouro..

Ouro e Rubi...metaforas lindas para o amor.
Uma joia rara!
Ambição de muitos, poucos possuem.
Encontrar um amor, é como encontrar uma joia rara, de raro brilho, de valor e durabilidade que nao se pode medir.
O ouro é resistente ao fogo,maleável,resistente a corrosão .Simboliza a pureza , a realeza e a ostentação. Que tem um amor de verdade, gosta de mostrá-lo ,demonstrá-lo aos outros.
Os rubis naturais são excepcionalmente raros,assim como amores os são.
Os rubis representam a paixão ,o dom da palavra a força da devoção.

A música abaixo foi gravada pela Tori Amos quando ainda era adolescente e usava seu nome de batismo.
Um poema delicado, meigo ,tocante, suave...
Dedico esta postagem a todos que tem e sentem um amor Rubi

Rubis e ouro
Estrela do meu luar ,mais quentes do que as rosas na primavera
Os reinos eram vendidos para manter sua beleza.
Bem,eu vou vender minha vida de qualquer maneira só para dizer que eu segurava o seu coração em meus braços...
Há força em minha alma

Rubis e ouro
Você é para mim
Você é uma jóia em meu peito
Aquecendo meu coração com teus beijos,
Um caminho pacífico para descansar
Cumprindo minha longa vida desejos

E em silêncio você está me assistindo
Acariciando meu rosto com a mão
Seus olhos são profundos ainda cheios de lágrimas
Eu nunca vi tanto amor em um homem

Rubis e ouro
Tu és para mim

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ode ao Gato - Arthur da Távora


Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.
Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
...Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber...

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

Mon Amour...

Amo essa música cantada pela maravilhosa Mercedes Sosa e a dedico a voce que abriu o meu blog e que possa sentir toda a força da canção ,do poema e da interpretação de La Negra.
A musica? esta ao lado na"caxinha de musica", é so clicar na setinha e procura-la.
Para ouvir e amar...

Meu amor

Não se condene a eternidade
A corda existe mas não se enforque
Meu amor, meu amor,
è algo muito rápido é a pena em um tinteiro
Quando meus versos pus na parede
Talvez seria porque eu sei
meu amor meu amor que não te encontro
È o centro do mundo, algo muito profundo
Meu amor, meu amor,
Se desejas, voltarei atras nas mentiras
Não mais me perderas
Meu amor, meu amor
Te amo e nunca chego
É algo como fogo
è chama para um cego
meu amor, meu amor



No te condenes a perpetuidad
La cuerda existe y no te ahogará
Mon amour, mon amour
Te amo y te espero
Es algo muy ligero
La pluma en el tintero
Mon amour.

Cuando mis versos puse en la pared
Tal vez sería porque yo que sé
Mon amour, mon amour
Te amo y no te encuentro
Es algo muy por dentro
El mundo hasta su centro
Mon amour.

Si lo deseas me voy hacia atrás
En las mentiras no me perderás
Mon amour, mon amour
Te amo y nunca llego
Es algo como el fuego
La llama para un ciego
Mon amour.

domingo, 10 de outubro de 2010

Quem sou eu?? Um livro!!


Sou um livro.
Um Livro Aberto.
Fui lançada na primavera de 1963.
Numa bela tarde de outubro, quente, cheia de flor ,de sol, de cajus maduros,pertinho cachoeiras, no pantanal das Minas Gerais.
Não foi atoa que minha mae intuiu e colocou Maria como meu segundo nome .Eliana Maria
Maria significa amada!!
E sou muito amada. Plenamente amada.
Mais do que sei.
Por muito mais pessoas do que imagino.
Tenho historias lindas,afetivas,musicais,emocionates, sentimentais,romanticas,apimentadas,intensas, divertidas, alegres , pois a alegria é meu combustivel.
Possuo capitulos que contém um certo mistério,suspense, afinal isso é que da o tempero e prende a curiosidade e atenção do "leitor"
Tenho algumas e poucas páginas tristes,com alguma citação raivosa ,desanimada , pois não sou de ferro.
O engraçado é que os coadjuvantes dessas páginas entristecidas do meu livro são as pessoas que mais amo ou amei...a gente só fica triste por quem a gente ama.Só elas importam deve ser por isso que Deus mandou a gente amar o proximo ne?,rss.
Passado!!
Essas páginas foram coladas com lágrimas mas, serviu de aprendizado.
O meu livro é ilustrado e de cores intensas e espetaculares.
Faço tudo para que as imagens sejam as mais bonitas possiveis!
Faço eu mesma todas as ilustrações com a ajuda de gente querida e interessante.
O título do meu livro minha mae encantada e coruja com sua primeira filha escolheu : "Bela como o sol e amada" Eliana significa bela como sol e Maria voces ja sabem...
O Enredo Deus me deixou escolher e eu optei por algo assim poético, ,meigo,doce,bucólico e suave...
Ainda nao terminei de escrever, e espero que Deus me dê muitas décadas a mais de vida para fazer esse trabalho.
Sei que Deus está caprichando em algo muito lindo para os proximos capítulos.
Aguardemos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Replante!!



Sou como vegetal floridoque foi plantado no cerrado mas que um dia nasceu nas veredas de Guimaraes Rosa !
Minas está na minha essencia...
Tenho todas as estações do ano dentro de mim e muitos se admiram do fato deu intuir quando vai chover.
Tenho a aparencia fragil , torta e estranha, assim como as arvores do cerrado .
A vida me deu casca resistente as investidas de eventuais queimadas e quando sofro ataques posso até me chamuscar ou perder alguns galhinhos, folhas e flores mas a minha raiz é profunda...
Posso exalar perfume na mão de quem por ventura vier me ferir.
Posso dar sombra a elas tambem se um dia precisarem mas dependendo da situação e da forma que o machado bater em mim,alguma seiva venenosa pode espirrar e pegar direto no olho do agressor:Lei da ação e reação!
Dentro desse meu corpo -tronco ,há um coração-celulose.
Dependendo de quem processa essa materia prima , se for um bom artesão,consegue de mim "um papel" macio , tenro ,doce,cheio de texturas, colorido,alegre,quente e apimentado .
A chuva corre dentro de mim e antes essas aguas iam para os grotóes das aguas emendadas do cerrado ,para o vale da lua na chapada dos veadeiros,as cachoeiras de Pirenópolis e hoje começo a correr para o mar!
Deus quer me dar de presente um mar de verdade e me plantar na mata atlantica.
Eu aceitei!

sábado, 24 de julho de 2010

Cruzada...



Você parece comigo, nenhum senhor lhe acompanha
Você também se dá um beijo, dá abrigo
Flor nas janelas da casa, olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo, dá abrigo
Se dá um riso, dá um tiro

Um Indio

Parodia para Indio da Costa
Com carinho da Nana...

Cante comigo!!
♪ ♪ ♪ ♪♪ ♪ ♪ ♪ ♪♪ ♪
Um índio falso verá uma estrela vermelhíssima e brilhante
Uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração de norte a sul, até o Brasil Central num claro instante
Depois de exterminada a última ação fingiiiiiida
E o espírito dos falsos tucanos for extinto
Mais arrazados que a mais arrazadas das mais arrazadas das ideologias
Verá, atónito e mudo aliiiiii , verá que eu vi
desesperadamente como um saciiiii, verá que eu vi
Fraquinho e deprimido como como Koeniiiig, verá que eu vi
Com o Zé andando a pé , vai chorar sangueee, verá...
Um índio foi usado num plano ridiculo
Em todo lado, todo site e no twitter
Em palcos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, credo em cruz, em som ridiculo...
Num ponto equidistante entre o Planalto e o sacrifiicio
Como objeto, sim, da Costa descera ao limbo.
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, eu sei dizer
assim , de um modo explícito
(Refrão)
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
♪ ♪ ♪ ♪♪ ♪ ♪ ♪ ♪♪ ♪
(perdão Caê,rs)

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

PS: Para não ofender nossas queridas nações indigenas usei no modelito do homenageado trajes de indio da gringolandia( afinal ,é de la mesmo que Indio e seu chefe admiram tudo que vem...)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Suite Bergamasque

Impressões

Eliana Lopes de Andrade

Sons e perfumes passeiam pela noite.
Calma,paz,repouso.
No edificio em frente grandes olhos abrem-se em cortinas e luminárias.
Espectros humanos dançam em seu interior
Serena, a negra teia noturna oculta toda armação do céu.
Estrelas,diamantes lapidados pelo tempo ,fisgados , pingentes,
ao longe, insistem em seu brilho de fogo.
È tempo de sonhar.
Uma maça, um beijo,aconchego.
Debussy sussura suavemente em meus ouvidos
Enamorado,descreve suas impressões sobre a claridade da lua.
Arrepio



Imagem:Edward Hopper, Janelas à noite, 1928
Óleo s/tela, 73,7x 86,4cm
Museu de Arte Moderna, Nova York, EUA

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Serra , o hilario.

Esse período de eleição é de maneira especial muito divertido para mim.
Sei que é coisa séria,mas é impossivel nao rir de algumas trapalhadas.
Elegi o candidato José Serra como meu "muso inspirador" de algumas molecagens imagéticas .
Sim,Serra é de longe o mais trapalhão e hilariante candidato que já vi.
Há coisas que ele faz que são piadas prontas.
O drama da escolha do vice por exemplo me rendeu muitas risadas e colagens.
Dia desses em horário nobre na tv ouço ao longe o narrador dizer algo mais ou menos nesse nível:Ele amparou as mulheres, apoiou os jovens e etc,etc.
Juro que até chegar perto da tv para saber do que se tratava, pensei que estavam falando de Jesus Cristo.(kkkkkkkkk).
Vai ser cara de pau assim lá na Mooca.
Fico me perguntando como é que algumas pessoas ainda podem acreditar em um sujeito desse, com um discurso com tanta desfaçatez? Mesmo porque esse tipo de tom para propaganda eleitoral já é ultrapassadissimo.

Inspirada nesse fato, e em tantos atos de caridade e amor ao proximo e aos menos favorecidos proclamado por ele na propaganda eleitoral ,faço aqui minha homenagem ao futuro prêmio nobel da paz.

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Amar é...



Amar é
amortecer.
Amor
Tecer

Simão de Miranda

sexta-feira, 5 de março de 2010

Femme

Devota a sua orbita vivia suavemente.
Mulher satélite.
Ela, aluada que era, um dia descobriu que era estrela.
Brilhou!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!



terça-feira, 2 de março de 2010

Amacord


Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Inverno.
Sol quente para sombras geladas.
Passeio sem rumo.
Sem prumo.
Rio raso, largo riso.
Amor...

Por Nana Lopes de Andrade.






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

“Agora que o Kassab foi Kassado, o Arruda Arruinado, só falta o Serra ser Serrado”

Essa frase esta bombando no Twitter e pelo orkut , ai me lembrei de uma serie de pintura que tinha uma decapitação.

Dilmith , e Serrofernes,kkkk
Uma brincadeirinha que fiz com algumas das muitas pinturas sobre o tema Judith decapitando Holofernes.

Holofernes era um general que comandava as
tropas assírias no cerco à cidade de Betúlia ,no século VI
a.C.. Foi morto e decapitado por Judite uma heroína
judia.
A morte de Helofernes desorganizou o exército assírio, que
foi então derrotado. Que os mestres da pintura me perdoem...
rsss.
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
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Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!







segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

" O vento vai pra onde quer

A água corre pro mar

...se acaso um dia

tempestade te apanhar


não foge da ventania,


da chuva que rodopia,


sou eu mesmo a te abraçar"

Toquinho.


glitter-graphics.com



sábado, 9 de janeiro de 2010

Feliz 2010!

Ano novo .Enfim 2010.
Nesses primeiros dias do ano aproveitei para fazer um balanço de mim mesma, da minha vida,profissão,afetos,familia,projetos,vontades,desejos,sonhos,
frustrações,tristezas...

Hoje pela madrugada minha amiga querida, a Flávia viu essa imagem do dia 6 de Janeiro e falou do meu "olhar sorridente" .
Engraçado que nem ando tão sorridente assim .Ando nostálgica. Ando com saudades de mim.Pode?
Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Na hora que li o comentário dela sobre a expressão do meu olhar me veio a mente a frase de uma pessoa especialissima que na primeira vez que me viu, me observando falarfalar,falar,me interrompeu e disse:"Que linda! Como voce pode sorrir assim com o olhar?".

Este ano desejo provocar muitos sorrisos nos olhos dos outros.
Este ano faço questão de ter meus olhos com os maiores sorrisos que jamais pude ter.Preciso que isso aconteça.
È vital que isso aconteça e preciso ser eu mesma a mola propulsora para que isso aconteça.

Essa postagem dedico a todos que se importam comigo, a quem me ama de alguma maneira.
A quem um dia me olhou no fundo dos olhos.
A voce que de alguma maneira fez meus olhos sorrirem.


Para voce uma musica que acho linda de doer.
Inclusive ja´pedi que seja minha musica" postuma".(risos)

Feliz ano novo!
Amo vocês!]

Guarde nos olhos a água mais pura da fonte

Beba esse horizonte,toque nessas manhãs

Guarde nos olhos a gota de orvalho chorado

Guarde o cheiro do cravo do jasmim, do hortelã

Guarde o riso como nunca se fez

Corra os campos pela última vez

Guarde nos olhos a chuva que faz as enchentes

Vai um pouco com a gente rumo a capital

Vai dentro da gente

Vamos pra capital.Tá nos olhos da gente..




domingo, 20 de dezembro de 2009

AO MEU AMIGO OCULTO

Estou brincando de amigocultosupersecreto com amigos de uma comunidade do Orkut.
Conheço muitas dessas pessoas pessoalmente outras não.Nutro por essas pessoas um carinho muito grande..
Convivemos virtualmente todo dia.Criamos laços apesar da distancia fisica.
Meu amigo oculto é uma pessoa que aprendi a amar aos poucos,como todo bom e duradouro amor deve ser.
No inicio quando nao a conhecia melhor achava que era uma pessoa meio seca, as vezes até grosseira, as vezes mau humorada...
Com o tempo ,contato diário,contato pessoal percebi que é uma doce ,meiga e sedosa pessoa que se disfarçava com uma capa de lona.
Meu amigocultosupersecreto é uma pessoa talentosa no mundo dos desenhos e sua profissão é muito importante na ambientação em um filme,novela ou teatro , por exemplo.
Essa pessoa ama o Chico Buarque mas hoje só para sair do lugar comum resolvi dar de presente a ela um poema de um mineiro especial que fala sobre amigos.


Minha amiga oculta carrega dentro dela a poesia personificada.
Minha amiga oculta dará de presente ao mundo e em breve um belo menino.
O nome dela é Juliana e será mãe de Francisco e fiz pra ela um cartão de Natal com ares das madonas de Leonardo Da vinci..

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!
Seja muito abençoada e feliz sua jornada maternal Juliana.Feliz Natal eum lindo ano novo para voce,o Felizão (Ricardo) e o Francisco..Beijos

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Liquefeitos

A primavera se antecipa!
A chuva cai mansa e serena sobre a cidade adormecida.
Lava tudo.
Leva tudo.
Dilui tristezas.
Liquefaz o olhar.
Ativa úmidas memórias.
Memorias de todos nós.
*"Memórias de chuva"*...Eliana Lopes de Andrade



*Citação do título do conjunto de obras de Paulo Faria

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

DESENREDO...



Ouça essa preciosidade e depois leia o que vou te contar...




Há muito tempo atras em 2007 para ser mais precisa já falei sobre essa maravilhos a música de Dori Cayme e Paulo cesar Pinheiro que por sinal só faz musica linda.
Desenredo foi inspirada em "DESENREDO" um conto maravilhoso integrante de Tutaméia-Terceiras estórias de Guimarães Rosa.
Guimaraes bate bem fundo no meu coração pois nasci lá pelas bandas das veredas dos "grandes sertões" que ele tanto fala... Guimarães me lembra minhas origens,meus pais,parte de minha historia.


Esse conto é de uma sensibilidade, tem uma beleza ,delicadeza, uma forma linda de falar sobre amor.
Trata-se de uma historia de amor incondicional, do amor que todo mundo gostaria para sí, o amor que compreende,aceita, redime e restaura o outro e a sí mesmo.
O protagionista dessa historia é Jó Joaquim .
O nome Jó nao foi escolhido por acaso pois a paciência foi uma das "ferramentas desenredantes"
Jó Joaquim (...) "era quieto, respeitado, bom ,como o cheiro de cerveja."
Acontece que ele cai de amores por uma mulher casada e notoriamente infiel .Do tipo de  mulher que infelizmente paga caro por suas atitudes e fica marcada a vida toda.Ela era "bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão".
O nome da mulher é trocado varias vezes durante o conto com a mesma rapidez que ela trocava o jeito de ser.O modo que ia mudando o rumo da sua vida.
Ele  erra e ela torna-se amante de Jó e la pelas tantas do conto o marido dela morre e Jó ,q ue a amava muito,casa-se com ela mesmo com a reputação péssima que tinha ... Jó nao se importou com o estigma  de que ela ia com qualquer um .
Ai começa o melhor da historia...
Jó numa especie de peregrinação por onde passava falava a todos sobre as virtudes de sua amada mulher.
Redesenha a fama dela .
Por amor, ele passou por cima dos  "erros" dela e começou num processo de "descalunização" de sua moral e dizia a todos com tanta certeza de que ela jamais teve amantes, que era  honesta,leal e fiel e falava com tanta verossimidade que ele mesmo começou a acreditar em sua propria criação.
Com o tempo isso deu credibilidade ao seu sonho e tudo começou a fazer sentido para ele e para todos que falavam mal dela.
O povo , que adora um assunto da vida dos outros pra falar, confuso, começou a diminuir as fofocas sobre a mulher pois o que deveria ser mais afetado só tinah elogios pra fazer a ela... Então , foram absorvendo as novas informações que o marido dava sobre a esposa.
A mulher foi começando a ser respeitada e ao observar que sua imagem , sua pessoa era vista de outra forma , que era afamada pelo marido como uma mulher amada  e fiel , ficou tocada por tao grande amor.
E, segundo o conto, para fazer jus a fama da versão do marido ela se transformou verdadeiramente numa mulher honrada,amorosa,fiel m de palavra,e de alma purificada...
Jò com amor ,fez o (Des)enredo da historia de uma pessoa com a vida cheia de enganos e criou um novo enredo  de felicidade possivel para os dois ...

“O verdadeiro pode às vezes não ser verossímil.”

(BOILEAU, A arte poética)

sábado, 1 de agosto de 2009

A GRAÇA DO PERDÃO...




A graça do perdão não é forçada; desce dos céus como uma chuva fina sobre o solo: abençoada duplamente, abençoa a quem dá e a quem recebe.
É mais forte que a força: ela guarnece o monarca melhor que uma coroa: o cetro mostra a força temporal, atributo de orgulho e majestade, onde assenta o temor devido aos reis.
Mas o perdão supera essa imponência: é um atributo que pertence a Deus, e o terreno poder se faz divino quando, a piedade, curva-se à justiça. (Shakespeare)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre o tempo...

Tempo de silencio ...
Resignado, o amor aguarda.
A velha relatividade do tempo...
Em dias o que era flor , folhas,cor e perfume tornou-se casca .
Vida ,carcomida , brocada .
Enraizados , momentos,lembranças , situações reviradas pelo solo fertil que é a mente.
Os pensamentos germinam.
Tudo ultrapassa o limite da pele,dos poros,da alma.
A imobilidade diante do tempo do outro...
O que resta é o limite do Céu e da força que dEle vem.
A liberdade é azul? segundo Kielowski sim, o é!
Para ela azul é a cor da esperança.


Alvíssaras!
Em breve chuva vem no cerrado.
Lava e leva tudo.
Refloresce ali onde tudo parecia estar morto...



segunda-feira, 20 de julho de 2009


"Os olhos foram feitos para ver coisas insólitas

Fez-se a alma para gozar da alegria e do prazer

O coração foi destinado a embriagar-se na beleza do amigo ou na aflição da ausência.

A meta do amor é voar até o firmamento

A do intelecto, desvendar as leis e o mundo...

Apaixonado, o peregrino beija a pedra negra ansioso por sentir mais uma vez o

toque dos lábios do amigo e degustar como antes o seu beijo..."

Rami.


Imagem de Nana lopes por Tuty Loback

quarta-feira, 25 de março de 2009

O FABULOSO MUNDO IMAGÉTICO DE JEAN-PIERRE JEUNET E MARC CARO

“O sensível não é feito de coisas. È feito de tudo que nelas se desenha, mesmo no vazio dos intervalos, tudo que nelas deixa vestígio, tudo que nelas figura, mesmo a título de desvio e como certa ausência: o que pode ser apreendido pela experiência no sentido originário do termo, o ser que pode dar-se em presença original.”
Merleau-Ponty


Filmografia:


DELICATESSEN. Título original, Delicatessen,Comédia,França 1991.Direção:JeanPierre Jeunet e Marc Caro.Cinematografia, Darius Khonoji. Montagem: Herve Schneio.Roteiro:Jean Pierre Jeunet,Marc Caro e Gilles Adrien .Musica original:Carlos D’Alessio,Elenco principal:Dominique Pinon,Marie-Laure Douganac, Jean-Claude Dreyfus,Karin Viard, Rufus e Tick |Holgado. Universal Studio. Duração:95 minutos.Colorido.Legendas em Prtuguês,Espanhol e Coreano.Idiomas dublados:Português,Francês.Distribuição no Brasil Studio Canal.Longa metragem.DVD/VHS

LADRÃO DE SONHOS. Título original: La cite dês enfants perdus,Aventura.França, Alemanha,Espanha, 1995. JeanPierre Jeunet e Marc Caro.Roteiro:Gilles Adrien,Guilaume Laurant, :JeanPierre Jeunet e Marc Caro.Elenco principal:Ron Pearlman,Daniel Emilfork,Judith Vittet,Dominique Pinon,J. Claude Dreyfus,Música: Ângelo Badalamenti.Diretor de fotografia:Darius Khonuji.Editor de som:Gerard Hardy.Cenografia:Jean Rabarse.Direção musical: Vincent Arnardi e hierry Lebon.Efeitos especias:Piotf e Pierre Buffin. Produção: Daniel Szuster.Produzido por Claude Ossard.Co-produção:Constelation, Lumiere,Le Studio anal.108 minutos.Impróprio para menores de 16 anos.Universal Picture.Legendas:Português, Espanhol,Coreano.Audio:Francês.VHS/DVD.



O FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN.Título original: Le fabuleux destin d’Amelie Poulain.França, 2001.Comédia,Direção: JeanPierre Jeunet,
Tempo de Duração: 120 minutos,stúdio: Le Studio Canal+ / Filmstiftung Nordrhein-Westfalen / France 3 Cinéma / La Sofica Sofinergie 5 / MMC Independent GmbH / Tapioca Films / Victoires Pictures
Distribuição: Miramax Films,Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant.Produção: Jean-Marc Deschamps.Música: Yann Tiersen.Ftografia: Bruno Delbonnel.Desenho de Produção: Aline Bonetto
Direção de Arte: Volker Schäfer.Figurino: Madeline Fontaine e Emma Lebail.Edição: Hervé Schneid
Efeitos Especiais: Duboi...
Audrey Tautou (Amélie Poulain)
Mathieu Kassovitz (Nino Quincampoix)
Rufus (Raphael Poulain)
Yolande Moreau (Madeleine Wallace)
Artus de Penguern (Hipolito)
Urbain Cancelier (Collignon)
Maurice Bénichou (Dominique Bretodeau)
Dominique Pinon (Joseph)
Claude Perron (Eva)
Michel Robin (Pai de Collignon)
Isabelle Nanty (Georgette)
Clotilde Mallet (Gina)
Claire Maurier (Suzanne)
Serge Merlin (Dufayel)
James Debbouze (Lucien)Lorella Cravotta (Amandine Poulain)
Flore Guiet (Amélie Poulain - 8 anos)


[...]A instabilidade imagética e da lógica nos filmes da dupla, provocam no espectador além da experimentação do desalinho intelectual, também, leva a outras sensações como náuseas, repulsa, ternura. Por não comportar uma lógica palpável, o observador pode ser provocado a uma nova visita as obras. A disposição induzir o observador a uma experiência onírica, onde situações estranhas remetem ao mundo dos sonhos, é uma marca deixada pelos diretores. No caso em especial de “Delicatessen e La cite”, nem o literal representa o real, nem o real projeta o literal. O real desnaturalizado não se reproduz por inteiro devido às situações colocadas em todo decorrer das histórias.
As três obras remetem ao sonho, o que faz lembrar uma citação de Merleau-Ponty em Fenomenologia da Percepção onde ele afirma que “O sonhador sonha, é por que seus movimentos respiratórios e suas pulsões sexuais não são tomados por aquilo que são, rompem as amarras que os ligam ao mundo e flutuam diante dele sob forma de sonho.[...] os objetos estão sempre ali, com o espaço claro ele conserva sempre o meio de exorcizar os fantasmas e de retornar ao mundo comum.”. Assim se desenrola os trabalhos cinematográficos da dupla de diretores. Dão ao observador a oportunidade segura de ir ao mundo dos sonhos por um tempo e serem acordados pela luz que se acende na sala de cinema ou o desligar de um botão de controle remoto.
Seqüências coreografadas permeiam as obras. Destacam-se em Delicatessen e Amelie Poulain momentos memoráveis. Na primeira obra as seqüencia das cenas do momento de amor do açougueiro e sua inquilina que fazem todo o edifício entrarem em sintonia com seus movimentos, a graça do ex palhaço , faz-tudo interpretado por Dominique Pinon, (ator presente nas três obras e em La cite dês enfants perdus é um ser clonado em seis outros) dança com suas três pernas, a seqüencia da manutenção das molas do colchão são de um humor e delicadeza únicos. Em Amelie Poulain, destaca-se a fugaz, mas não menos poética travessia do homem cego onde Amelie descreve a ele todos os elementos e detalhes da rua que ela julga ser interessante de se ver como, por exemplo, as rugas do sorriso do florista, a viúva do instrumentista da banda que usa a farda vermelha desde que ele morreu o detalhe da cabeça da estatua do cavalo que perdeu uma orelha, os pirulitos na vitrine da padaria, o bebe olhando o cachorro enquanto o cachorro olha a máquina de assar frangos e isso como uma paleta de cores torna a percepção do cego mais iluminada. O olhar do cego esta diretamente ligada a um conceito de perda da experimentação de ver, onde a princípio ver é somente uma mera ordenação daquilo que passa sem reparo, que é o que acontece de forma muito comum com todos que passam todos os dias no mesmo local, mesma cidade. O cotidiano pode cegar para os detalhes. Em relação à cegueira ou falta do olhar, enclausurar uma imagem produz outra imagem. O que remanesce, o que fica depois de tudo, quando a imagem desaparece em sua própria característica efêmera acaba por se modificar, tomar novas formas, novas cores que vai além do objeto concreto. Amelie gosta de ir ao cinema e olhar o rosto dos espectadores do filme e gosta de descobrir detalhes do filme que ninguém mais percebe. Com esse olhar treinado para ver o que é incomum, ao descrever todo um cenário ao homem cego, Amelie recortou imagens e permitiu que ele entrasse em outra dimensão de ver, um novo mundo percebível.
Em contrapartida logo no início de ”La cite dês enfants perdus” o cego fala à multidão que o cerca: “renunciem a visão”. Há personagens que são denominados de cíclopes, cegos com um olho mecânico que é chamado de terceira visão, visão esta, dada determinadas pessoas de uma espécie de irmandade onde o chefe fala a uma platéia de cegos, muitos com o olho mecânico. Esse suposto líder fala aos cegos que, veio ao mundo de olhos abertos e incita a platéia a renunciar o mundo das aparências mundo esse que o terceiro olho os permitia acessar. As conexões conceituais estão implícitas por toda obra, as definições ocultas, as explicações subentendidas, mas, no entanto elas estão fragmentadas por jogo de imagens e mini cenas que vão saltitando de um lugar para o outro narrando várias histórias que são entre ligadas , hora por encanamentos que permitem que os sons reverberem pelo prédio (Delicatessen), hora, por um personagem clonado seis vezes, crianças, seres mutantes e surreais,(La cite dês enfants perdus), poética sobre o cotidiano e a forma sincronizada que o mundo se move onde ao mesmo tempo o vento sopra sob a toalha de uma mesa e faz taças dançarem, uma mosca voa, um espermatozóide atinge o óvulo ou casais chegam ao orgasmo ( Amelie Poulain).
As distorções de imagens também muito usadas como linguagem nos filmes imprimem por vezes humor, outras angustiam.
A linha tênue entre o grotesco, surreal, delicadeza, leveza e humor permeia todas as três obras que fazem ponte de ligação e gravam as digitais estéticas dos diretores.
Quanto a ler imagens, segundo Didi-Hurberman, não no sentido de desvendar ou decifrar, mas no sentido de retrabalhar a imagem ler, conduzir e criar novas imagens que não funcionam com a mesma lógica do ver comum, mas, pode jogar com essas ultimas.
• As surpresas reservadas nas obras desses diretores não são menores que estranhamento e questionamentos que delas provem onde o pensamento Merleau-Pontiniano cujo “O conhecimento inteiro e o pensamento inteiro vivem de um fato inaugural cuja expressão é: senti.” Ter relação com o coerente, o real, palpável é a menor preocupação de quem faz uma obra imagética.
São três contos de fadas, e como tal, reviram imaginário infantil, lembranças, medos mais remotos, estranhezas. Anões, mutilados, palhaços, papel Noel, gente idosa, animais repulsivos, a falta de sensibilidade dos adultos em perceber a carência afetiva, amigos imaginários, a magia, os prazeres e devaneios da infância, são elementos incrustados nessas obras que culminam com a beleza de gestos contrapondo a feiúra. A inteligência vencendo o poder da força. O altruísmo sobrepondo a falta de carinho (La cite dês enfants perdus), a poesia do dueto de Cello e serrote com as crianças no telhado (Delicatessen) e a decisão de tornar o mundo a sua volta mais feliz com o degustar dos pequenos prazeres da vida (Le fabuleux destin d’Amelie Poulain), momentos recolhidos da memória de cada um que assiste as obras, devolvem por fim a poesia ao expectador. O delicioso triunfo do bem contra o mal. Coisa de contos de fadas.[...]"

FONTE:
(Esse texto é um fragmento do ensaio O FABULOSO MUNDO IMAGÉTICO DE JEAN-PIERRE JEUNET E MARC CARO - escrito por Eliana Maria L.S. Andrade em Novembro de 2008-FADM-Faculdade de Artes Dulcina de Morais)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

UMA PEQUENA NOTÁVEL...

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!


Maria do Carmo Miranda da Cunha.Se fosse viva estaria fazendo 100 anos hoje.
era portuguesa de nascimento, mas brasileira por adoção ,vocação, coração e alma.
Carmen Miranda era uma mulher baixinha...alguma coisa por volta de 1m 53. Em função de sua pouca estatura gostava de usar aqueles saltos enormes, plataformas mesmo de tão altos. Por causa disso o radialista César Ladeira a batizou, carinhosamente, de “ A pequena notável”.
Sabiam que o salto plataforma foi idealizado por ela?
Uma pena não ter patenteado esse aliado das baixinhas de plantão.
Carmem Miranda era alegre, brejeira e flamejante.

Se voce tiver curiosidade de saber mais sobre essa artista fabulosa, clique aqui onde voce pode encontrar tudo sobre sua vida,imagens, piadas e ate palavrões que ela" inventou".
parabenas Brasil pelo centenário de Carmem Miranda.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

MOMENTO MULHERZINHA

Não posso deixar de fazer uma observação típica de mulher.
Quando nossa primeira Dama Dona Marisa apareceu na posse ao lado de seu marido O Sr. Luiz Inácio , usando um vestido amarelo com uma capa feita com rendas de bilro confeccionado por artesãs do Morro da Mariana, no Piauí, cidade que fica no Delta do Parnaíba, toda mídia manipuladora fez comentários maldosos sobre sua falta de elegância e de gosto .

Agora , Michele a primeira dama dos Estados Unidos, ostenta um vestido igualmente amarelo, também com capa e toda mídia brasileira tece elogios sobre a sua elegancia , bom gosto,glamour...
Oh povo besta.
Um vestido amarelo com rendas em nosso verão é bem mais adequado que um vestido amarelo com brilho no meio de um dia de pleno inverno.
Ando cansada dessa mania de povinho colonizado que temos por aqui no Brasil.
Tudo que é estrangeiro é melhor,mais bonito e de melhor qualidade do que possuímos.
A velha estoria da grama do vizinho ser mais verde.
O vestido de lá foi feito por uma cubana, gostei disso.
O vestido daqui custou R$ 2.000 e passou pelas mãos de 30 rendeiras, gostei muito mais disso .


Dona Marisa Letícia valorizou nosso artesanato e "carregou" o vestido no dia da posse com muita classe , elegância e distinção sim.
Pena que a mídia que é formadora de opinião de boa parte da população diz e faz o que quer e o povão só acena com a cabeça afirmativamente...
Pronto, falei.